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Quinta-feira, 02 de Abril de 2026

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Área degradada em São Paulo vira o 122º parque da cidade

Parque Natural Municipal Cabeceiras do Aricanduva contará com quatro núcleos distribuídos em uma área total de 2.214.301,80 m²

Sérgio Mendes
Por Sérgio Mendes
Área degradada em São Paulo vira o 122º parque da cidade
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Em mais uma ação de preservação da natureza, a Prefeitura de São Paulo transformou uma área na Zona Leste que sofria com descarte irregular de lixo e degradação ambiental no Parque Natural Municipal Cabeceiras do Aricanduva. O 14º parque inaugurado desde 2021, o 7º parque natural e o 122º parque municipal da capital, o espaço foi criado para proteger as nascentes do Rio Aricanduva e recuperar uma área ambientalmente estratégica para a cidade.

A inauguração, no último dia 6 de março, faz parte de uma política de ampliação das áreas verdes que elevou a cobertura vegetal de São Paulo para mais de 50% do território, plantou mais de 165 mil árvores até fevereiro de 2026 e publicou 51 decretos para transformar áreas verdes particulares em áreas de utilidade pública.

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O parque contará com quatro núcleos distribuídos em uma área total de 2.214.301,80 m², sendo 100 mil m² inaugurados nessa primeira etapa.

Formada pelos núcleos Cabeceiras, Nascentes 02, Limoeiro e Carvalho Brasileiro, a área tem como principal objetivo preservar as nascentes que dão origem ao Rio Aricanduva, além de conservar a biodiversidade local e fomentar atividades de pesquisa científica e educação ambiental.

O núcleo principal, com acesso pela Rua Gigi Damiani, conta com mirante, passarela elevada, torre de observação, iluminação, parquinhos, pracinhas e praça de recreação com miniquadra, além de equipamentos para atividade física, sede administrativa, guarita, calçadas acessíveis e mobiliário urbano.

O espaço também recebeu plantio de espécies nativas da Mata Atlântica e melhorias no entorno, incluindo novo abrigo para a parada da linha de ônibus 3789-10, uma demanda antiga da comunidade.

Os demais núcleos — Nascentes 02, Limoeiro e Carvalho Brasileiro — possuem guaritas e cercamento para garantir a proteção ambiental da área.

A sede administrativa foi projetada com soluções sustentáveis, incluindo estrutura elevada para maior permeabilidade do solo, painéis fotovoltaicos com capacidade de 13.310 W, sistema de captação de água da chuva com reservatório de 15 mil litros, ventilação cruzada e iluminação natural.

Entre os diferenciais da estrutura estão dormitórios para pesquisadores, permitindo estudos científicos e monitoramento ambiental no local.

O espaço é fruto de um processo de Declaração de Utilidade Pública (DUP), que teve a aquisição dos terrenos concluída em 2023, com investimento aproximado de R$ 49 milhões em desapropriações.

Somados a R$ 9,4 milhões destinados à implantação do parque, o local garante a proteção permanente das nascentes, sobretudo do Rio Aricanduva, além de promover a conservação ambiental, incentivar a pesquisa e preservar o território para as próximas gerações.

Corredor Ecológico Leste

A área integra o Corredor Ecológico Leste, previsto no Plano Municipal de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica, iniciativa voltada a garantir o fluxo de espécies entre fragmentos florestais da região e fortalecer a biodiversidade na paisagem urbana.

Por se tratar de uma Unidade de Conservação de Proteção Integral, o Parque Natural Municipal Cabeceiras do Aricanduva tem como prioridade a preservação da natureza, permitindo apenas o uso indireto dos recursos naturais, como pesquisa científica, educação ambiental e observação da biodiversidade.

Dona de títulos internacionais como Cidade Árvore do Mundo e Capital Verde Ibero-Americana, a cidade de São Paulo dá mais um passo para reforçar ações que ampliam parques, protegem nascentes e contribuem para melhorar a qualidade do ar, reduzir temperaturas e aumentar a permeabilidade do solo.

FONTE/CRÉDITOS: https://www.metropoles.com/
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Sérgio Mendes

Sérgio Mendes, brasileiro, 61 anos, Jornalista (MTB 64.505/SP), Terapêuta Fitoterápico e ambientalista há 46 anos.

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