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Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2026

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Maior aquário de água doce do mundo fica no Brasil e impressiona

com 5 milhões de litros, 380 espécies, 33 tanques temáticos, design de Ruy Ohtake e centro de pesquisa

Sérgio Mendes
Por Sérgio Mendes
Maior aquário de água doce do mundo fica no Brasil e impressiona
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Em Campo Grande (MS), o Bioparque Pantanal une arquitetura de Ruy Ohtake, tecnologia e conservação em um complexo com 5 milhões de litros de água doce, 239 tanques e centenas de espécies nativas e exóticas.

Com 5 milhões de litros de água doce, o Bioparque Pantanal, em Campo Grande (MS), consolidou-se como o maior aquário de água doce do mundo, reunindo arquitetura de vanguarda, pesquisa científica e acesso gratuito.

O complexo abriga 239 tanques, sendo 31 dedicados à exposição pública168 voltados à pesquisa38 de quarentena1 de abastecimento e 1 de reúso de água, formando um sistema integrado que representa a biodiversidade dos rios brasileiros e de outros continentes.

Localizado ao lado do Parque das Nações Indígenas, um dos principais cartões-postais de Campo Grande, o espaço transformou a capital sul-mato-grossense em referência internacional em conservação, turismo científico e sustentabilidade.

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Assinado pelo arquiteto Ruy Ohtake, o edifício tem linhas curvas que remetem ao movimento das águas pantaneiras.

A estrutura, reconhecida por publicações especializadas de arquitetura, combina estética e funcionalidade, com tanques de grande porte sustentados por sistemas técnicos de alta precisão.

A diretora do complexo, Maria Fernanda Balestieri, descreve o projeto como uma fusão entre arte e ciência. “Estamos falando de uma obra que combina arquitetura, tecnologia e conhecimento a serviço da biodiversidade”, afirmou em entrevista institucional.

O projeto utiliza materiais e engenharia de última geração, capazes de manter o equilíbrio dos ambientes aquáticos e a segurança do público.

O sistema automatizado de suporte à vida monitora em tempo real a temperatura, oxigenação e qualidade da água, permitindo ajustes contínuos conforme a necessidade de cada espécie.

Pesquisa e inovação científica

No coração do Bioparque está o Centro de Conservação de Peixes Neotropicais (CCPN), responsável por pesquisas genéticas, reabilitação e reprodução de espécies ameaçadas.

Até 2025, o centro já havia contabilizado 330 reproduções, sendo 89 realizadas dentro do CCPN, com 27 inéditas para a ciência mundial e 15 inéditas no Brasil.

O programa de reprodução em cativeiro é considerado um dos mais avançados da América do Sul e serve de base para parcerias com universidades e órgãos ambientais.

Os dados gerados alimentam bancos de informações genéticas e auxiliam políticas públicas voltadas à preservação dos ecossistemas de água doce.

A equipe de biólogos e técnicos também realiza a identificação de espécies raras, coleta de material biológico e análise de comportamento.

Bioparque Pantanal, em Campo Grande (MS), é o maior aquário de água doce do mundo e une ciência, turismo e sustentabilidade

Essa integração entre pesquisa e educação ambiental tornou o Bioparque uma plataforma de divulgação científica acessível ao público.

A visita ao Bioparque é uma imersão na diversidade dos ecossistemas aquáticos.

Os tanques temáticos reproduzem com realismo os ambientes de rios, lagos e nascentes do Pantanal, da Amazônia e de outros biomas brasileiros.

O percurso inclui também representações dos cinco continentes, ampliando a compreensão sobre os diferentes tipos de fauna e flora de água doce ao redor do planeta.

O trajeto é acompanhado por condutores e educadores ambientais, que explicam a importância de cada ambiente e destacam os desafios da conservação.

A proposta é unir conhecimento científico e experiência sensorial, aproximando o visitante da realidade dos ecossistemas aquáticos.

Inclusão e acessibilidade: um aquário para todos

A visitação ao Bioparque é gratuita, mediante agendamento on-line.

O espaço mantém o programa “Bioparque para Todos – Iguais na Diferença”, criado para garantir acesso universal e atendimento humanizado a todos os públicos.

Entre as tecnologias assistivas disponíveis estão intérpretes de Librastablets com audiodescrição e conteúdo em Librasmaterial em braileelevadores e rotas acessíveisfila preferencialcotas diárias para pessoas com deficiência e neurodivergentes, além de uma sala de acomodação sensorial projetada especialmente para autistas e pessoas com hipersensibilidade.

Essas ações fazem do Bioparque um exemplo de inclusão e acessibilidade cultural, reconhecido por instituições públicas e entidades ligadas ao turismo acessível.

Tecnologia e sustentabilidade

A operação do Bioparque é sustentada por sistemas automatizados de alta eficiência energética.

Sensores controlam temperatura, fluxo e oxigenação da água, garantindo condições ideais para a fauna.

Os processos de reaproveitamento e reúso de água reduzem o consumo e reforçam o compromisso com a sustentabilidade ambiental.

A gestão também mantém laboratórios de apoio para análises químicas e biológicas, onde são monitorados parâmetros de pH, amônia e nitrito.

Essas informações são fundamentais para preservar o bem-estar dos animais e assegurar a estabilidade dos tanques.

Educação e engajamento ambiental

Além da exposição principal, o Bioparque oferece atividades educativas, palestras e oficinas sobre temas como recursos hídricos, mudanças climáticas e preservação dos rios.

As ações são direcionadas a estudantes e visitantes de todas as idades, reforçando o papel do espaço como ferramenta de educação ambiental e sensibilização coletiva.

O conteúdo expositivo e as práticas de mediação são constantemente atualizados pela equipe técnica, que busca aproximar o público dos avanços da ciência e estimular a reflexão sobre o impacto das ações humanas nos ecossistemas aquáticos.
 
Turismo científico e desenvolvimento local

Desde sua inauguração, o Bioparque Pantanal vem impulsionando o turismo em Campo Grande.

Com visitantes de todo o país e de diversas nacionalidades, o local movimenta a economia regional, gera empregos e fortalece a imagem da capital como polo de inovação ambiental.

O empreendimento se tornou parte do roteiro turístico do Parque das Nações Indígenas, integrando lazer, pesquisa e preservação ambiental em uma mesma experiência.

Para o governo estadual, o projeto simboliza o potencial do turismo sustentável aliado à ciência.

FONTE/CRÉDITOS: www.clickpetroleoegas.com.br
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Sérgio Mendes

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Sérgio Mendes

Sérgio Mendes, brasileiro, 61 anos, Jornalista (MTB 64.505/SP), Terapêuta Fitoterápico e ambientalista há 46 anos.

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