O nascimento de duas araras-azuis-de-lear (Anodorhynchus leari) no Zoológico de São Paulo representa mais do que um novo registro reprodutivo de uma espécie ameaçada. Os filhotes, nascidos em abril passam a integrar uma estratégia internacional de conservação genética considerada essencial para a sobrevivência da espécie no longo prazo.
Endêmica da caatinga baiana, a arara-azul-de-lear esteve próxima da extinção há cerca de três décadas. A combinação entre tráfico de animais silvestres, destruição do habitat e baixa distribuição geográfica reduziu drasticamente a população da espécie nos anos 1990.
Hoje, embora os números indiquem recuperação gradual, especialistas afirmam que a preservação ainda depende de ações integradas entre conservação em campo e manejo sob cuidados humanos.
Em 2015, o Zoológico de São Paulo tornou-se a primeira instituição da América Latina a reproduzir a espécie com sucesso. Desde então, contabiliza 23 filhotes nascidos em onze anos, resultado considerado expressivo para uma ave de reprodução complexa e elevada sensibilidade ambiental.

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